Exportação de vinho cresce 6,5% e atinge os €830 milhões em 2018

Exportação de vinho cresce 6,5% e atinge os €830 milhões em 2018

A exportação de vinho em 2018 terá atingido a cifra dos 830 milhões, crescendo 6,5% face ao ano anterior. É um novo recorde de um setor que tem estado, esta década, em modo de crescimento sustentado

A ambição do sector “é atingir a barreira simbólica dos mil milhões de exportações em 2022", diz Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal. Mas, o gestor adverte que a evolução, além da "dinâmica do sector" depende também do "comportamento da economia internacional".

A articulação "entre empresas, comissões vitivinícolas regionais e a ViniPortugal" e "ações de promoção concertadas" suportam " a forte convicção, que o objectivo dos 1000 milhões será alcançado", diz Jorge Monteiro.

PERFIL EM MUDANÇA

O desempenho favorável das exportações de vinho regista-se, sobretudo, nos vinhos de mesa sendo impulsionado por mercados não tradicionais. O vinho do Porto, por exemplo, estagnou.

Nos mercados, regista-se uma mudança de perfil. A proximidade cultural (países de expressão portuguesa) e geográfica (mercados europeus) combina agora com as vendas em grandes mercados, como os Estados Unidos, Canadá, China ou o Japão.

"São os vinhos de mesas certificados, como os de Denominação de Origem ou Indicação Geográfica, nos mercados fora da União Europeia que se perfilam como as locomotivas do crescimento das exportações"; nota Jorge Monteiro.

Angola perdeu importância por causa da crise dos últimos anos, mas permanece como o nono principal destino, em valor. A queda verifica-se nos vinhos certificados, com maior preço médio.

PREÇO MÉDIO EM ALTA

Em 2018, a tendência de subida do preço médio manteve-se, cumprindo a pedalada anual de mais três ou quatro cêntimos. 

A evolução favorável foi mais evidente fora da Europa. Entre 2010 e 2017, o preço médio global, entrando com todas as categorias de vinho, evoluiu de 2,30 euros para 2,61 por litro.

A lista de mercados com melhores desempenhos nas vendas até ao fim de outubro conta à cabeça com Estados Unidos, Brasil Canadá e mercados de menor dimensão como a Suíça, Noruega ou Japão.

Uma das virtudes do negócio do vinho de mesa é a diversidade de mercados, evitando a dependência excessiva de núcleo restrito de países, como sucede com o vinho do Porto.

Jorge Monteiro aponta como principais méritos dos vinhos portugueses a relação qualidade/preço, a diversidade de castas autóctones evitando a banalização e a notoriedade e reconhecimento internacional do próprio país no exterior.

DINAMARCA E MÉXICO ENTRE OS PRIORITÁRIOS

Para 2019, o escrutínio dos operadores portugueses combina mercados maduros e tradicionais com emergentes.

A prioridade de promoção centra-se na Dinamarca, México, Brasil, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Suíça, mercados que têm em comum um desempenho favorável nos últimos anos.

A nova agenda leva a ViniPortugal a sacrificar o mercado da Alemanha, mercado maduro em que o preço é determinante e reduzir o investimento no Japão, focando as energias apenas na capital.

Portugal é o oitavo maior exportador mundial de vinho, num ranking liderado pela França, detendo 1% das exportações mundiais de vinho.

Fonte:

https://expresso.pt/economia/2019-01-09-Exportacao-de-vinho-cresce-65-e-atinge-os-830-milhoes-em-2018?fbclid=IwAR0nEhd4mqv8RxckBRm3DtJPVMFevajPw7S_6MljWjcTXnNxdOu5GHPN0YU#gs.qVifRYFO

Posted on 2019-01-11 Vinhos Portugueses 456
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